Galeno e Firmino instalaram o pânico. Ex-V. Guimarães protagonizou momento caricato, pela mão de Jesus
O Al Ahli de Galeno levou a melhor sobre o Al Hilal de Jorge Jesus, vencendo na meia-final da Champions da Ásia (1-3). Na tarde desta terça-feira, em Jeddah, Rúben Neves e Marcos Leonardo foram titulares no Al Hilal. Por sua vez, Kaio César (ex-V. Guimarães) foi suplente utilizado – mas apenas jogou nove minutos – enquanto João Cancelo continua a recuperar de lesão.
No Al Ahli, Galeno esteve em ação até aos 90+11m, enquanto o defesa Demiral (ex-Sporting) foi totalista.
Recorde o desenrolar desta meia-final.
Num arranque mais agressivo do que vistoso, o Al Ahli – a jogar no estádio que por norma serve de casa – agarrou a vantagem ao nono minuto. Na primeira oportunidade, o central Ibañez descaiu para a esquerda e encontrou Galeno na profundidade. A solo, o brasileiro visou o compatriota Firmino no coração da área. Ao capitão do Al Ahli bastou encostar para o sexto golo na Champions.
Por sua vez, Galeno assinou a quinta assistência pelos sauditas, a terceira nesta prova.
Na mó de cima – a beneficiar de um Al Hilal desorganizado e apático – o Al Ahli viu o guardião Bounou adiar o 0-2. A linha de pressão mais adiantada contou com Ivan Toney, Firmino, Galeno, Mahrez e Kessié, que forçaram sucessivos erros do central Koulibaly e companhia.
Entretanto, aos 27 minutos, Bounou nada pôde fazer perante Ivan Toney. De novo do meio para a esquerda, desta feita foi Mahrez a encontrar Ivan Toney, que atirou para o 26.º golo na temporada, o sexto nesta competição.
Até aos 40 minutos, o alinhamento errático da defesa do Al Hilal viabilizou sucessivos contra-ataques. Em simultâneo, os comandados de Jorge Jesus pouco produziram na frente. Por isso, foi com surpresa que surgiu o 1-2, pelo pé “canhão” de Salem Al Dawsari.
Estavam decorridos 42 minutos quando o capitão assinou o 10.º golo na Champions, isolando-se na liderança dos artilheiros.
Na sequência de um final de primeira parte tumultuoso, o Al Ahli retomou o controlo e inaugurou a etapa complementar com dois golos, aos 50 e 55m. Todavia, os festejos de Ivan Toney foram travados por fora de jogo.
Pouco depois, aos 59m, Jorge Jesus apostou em Hamad Al Yami e Kaio César, em detrimento de Al Shahrani e Marcos Leonardo. Todavia, no minuto seguinte, Koulibaly viu o segundo cartão amarelo, desfalcando a defesa que continuava profundamente permeável.
Entretanto, na frente, Mitrovic foi mero vulto.
Em desespero, o treinador português adaptou a estratégia e retirou Kaio César, optando pelo defesa Al Tambakti. Ou seja, o ex-V. Guimarães deixou a meia-final ao cabo de nove minutos, não escondendo a frustração.
De investida em investida, o Al Ahli atirou por três vezes ao poste esquerdo e Kessié viu Bounou travar o penálti cobrado aos 86 minutos. Porém, o destino estava traçado, uma vez que o fluxo ofensivo do Al Hilal foi escasso e intermitente.
Num final anárquico, Feras Al Brikan entrou aos 90+7m e precisou de poucos segundos para encerrar a contenda.
Assim, Jorge Jesus continua a ver a Champions a escapar, título que foge ao Al Hilal desde 2021, quando o timoneiro era Leonardo Jardim.
Quanto ao Al Ahli – que atinge a terceira final e sonha com a primeira conquista – aguarda por Al Nassr ou Kawasaki Frontale (Japão) para a final de sábado (17h30), de novo em Jeddah. A segunda meia-final vai ser disputada às 17h30 desta quarta-feira.
