REVISTA DE IMPRENSA || Agentes da PSP acusados de homicídio de jovem marroquino
O processo da morte de Aissa Ait Aissa, jovem marroquino de 26 anos encontrado inconsciente numa estrada em Olhão em março de 2024, volta a levantar dúvidas sobre a atuação das autoridades, avança o jornal Público. Inicialmente tratado como atropelamento com fuga, o caso só avançou para suspeita de homicídio depois da autópsia revelar múltiplas fraturas incompatíveis com acidente rodoviário.
A investigação foi primeiro conduzida pela GNR, que afastou a tese de atropelamento. Contudo, a Polícia Judiciária não validou de imediato os indícios de agressão violenta, o que atrasou a mudança da qualificação do crime. Apenas mais tarde o Ministério Público acusou dois agentes da PSP de homicídio qualificado e sequestro agravado, sustentando que a vítima tinha sido transportada sem registo em carro-patrulha e abandonada em local ermo.
A demora na validação dos indícios pela PJ está agora no centro das críticas, numa investigação marcada por falhas de comunicação entre forças policiais e por uma acusação grave contra elementos da PSP.
