Imigrantes viajam centenas de quilómetros para consultas de dois minutos na AIMA

21 ago, 07:52
AIMA (Horacio Villalobos/Corbis via Getty Images)
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REVISTA DE IMPRENSA | Agendamentos são feitos por disponibilidade. Há quem gaste centenas de euros em transportes para poder avançar com os seus processos

Há imigrantes a fazer centenas de quilómetros para terem consultas de dois minutos na AIMA, escreve o Jornal de Notícias desta sexta-feira.

O jornal dá conta de que a estratégia de descentralização das consultas da agência dedicada aos migrantes permitiu aliviar pressão no Porto e Lisboa.

Ainda assim, isto está a fazer com que os utentes tenham de percorrer centenas de quilómetros, suportar custos elevados e receber respostas distintas consoante o local onde vão.

As consultas, concretiza, são marcadas mediante a disponibilidade e não pelo local de residência.

É contado o caso de um imigrante, a viver em Almada, que foi chamado para uma consulta em Carregal do Sal, Viseu.

Depois de chegar a Coimbra, deixou de ter alternativas em transportes públicos. A solução foi pagar 300 euros por um carro privado para não faltar à marcação, o que poderia implicar um retrocesso no processo.

Há ainda um caso de um casal que recebeu três agendamentos diferentes para o mesmo processo.

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