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É por ter estado em situação ilegal noutro país da UE que a maioria destes imigrantes vai ser expulsa de Portugal

CNN Portugal , BCE
5 mai 2025, 21:27
Manifestação em Lisboa (Miguel A. Lopes/Lusa)
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No total, 4.579 pessoas vão ser notificadas em breve para saírem de Portugal. Devem abandonar o país de forma voluntária, caso contrário serão coercivamente conduzidos à fronteira

O grupo de trabalho criado para analisar a situação de 440 mil imigrantes em Portugal deu decisão negativa à permanência de 18 mil dessas pessoas, das quais 4.579 já tiveram decisões definitivas de indeferimento - ou seja, vão ser notificadas  brevemente para o abandono voluntário do território português, apurou a CNN Portugal. Entre esses casos, a esmagadora maioria - 3.778 - refere-se a imigrantes que estiveram em situação de ilegalidade noutro Estado-membro da União Europeia. Vão ter entre 10 a 20 dias para abandonarem o país.

Caso não cumpram o abandono voluntário, vai ser aberto um processo de afastamento coercivo, o que na prática significa que o cidadão é coercivamente conduzido à fronteira sob escolta policial, apurou a CNN Portugal

O Governo já admitiu que o número de imigrantes em situação irregular que vão ser expulsos do país vai aumentar à medida que mais processos são decididos. 

No debate de todos os partidos com assento parlamentar, no domingo à noite, na RTP, já depois do anúncio da deportação de milhares de imigrantes em situação irregular, Luís Montenegro confessou que não se sabe onde estão 177 mil imigrantes, admitindo que muitos estejam já fora do país.

Dos cerca de 18 mil imigrantes que o Governo pretende expulsar, a CNN Portugal apurou que a maioria (75%, correspondente a 13.393 pessoas) é proveniente do subcontinente indiano, sobretudo da Índia e do Bangladesh, bem como do Paquistão, Nepal e Sri Lanka; 7%, que correspondem a 1.209 pessoas, são imigrantes de países africanos não lusófonos, "especialmente Magrebe"; menos de 2,5% correspondem a 449 pessoas, que são imigrantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) - sendo que Moçambique e Cabo Verde quase não têm expressão nestes números.

Os restantes imigrantes que se encontram em situação irregular são provenientes da América Latina e da Ásia.

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