Restrições de fim de ano cancelaram reservas em mais de 80% dos estabelecimentos

Agência Lusa , AM
4 jan, 14:49

Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal pede mais apoios para as empresas que não tem conseguido acumular reservas financeiras para fazer face aos cancelamentos

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As medidas restritivas aplicadas durante o Natal e o Ano Novo resultaram em cancelamentos em mais de 80% das empresas de alojamento e restauração, anunciou a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que pede mais apoios.

“Segundo os resultados do mais recente inquérito da AHRESP sobre o Natal e o Fim de Ano, as recentes restrições levaram a que mais de 80% das empresas tenham sido impactadas com cancelamentos”, refere a associação em comunicado divulgado esta terça-feira.

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De acordo com a AHRESP, a obrigatoriedade de apresentação de certificado digital de vacinação para restauração e alojamento e testes para bares e discotecas, levaram ao cancelamento de reservas em 88% dos estabelecimentos, enquanto 83% das empresas de alojamento turístico registaram cancelamentos.

“No total desta época de Natal e Fim de Ano, 47% das empresas de restauração e 42% do alojamento, registaram cancelamentos em mais de metade das reservas que tinham confirmadas”, acrescenta a AHRESP.

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O inquérito da AHRESP acrescenta ainda que no setor da restauração e bebidas 20% das empresas registaram quebras de faturação superiores a 50% em dezembro face ao mesmo mês de 2020.

O documento aponta ainda que 47% das empresas admitiram não ter conseguido acumular reservas financeiras nos meses de verão e que 44% conseguiram, “mas já tiveram de as utilizar”.

“O elevado nível de cancelamentos numa época tradicionalmente conhecida como balão de oxigénio para as empresas, com consequências graves para a estabilidade dos negócios, que se veem sem clientes e sem trabalhadores, são motivos mais do que suficientes para que haja novos apoios a fundo perdido para a tesouraria das empresas”, reivindica a AHRESP.

A associação antecipa ainda que as subidas de preços em várias áreas previstas para este ano “terão enorme impacto nos negócios” deste setor, pedindo novamente, “já em janeiro de 2022, o reforço dos apoios a fundo perdido, de forma a compensar as perdas e para que se mantenham os negócios e os respetivos postos de trabalho”.

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