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PJ faz buscas na Águas de Gaia por suspeitas de crimes económicos, incluindo corrupção. Há treze detidos

Henrique Machado , com Lusa
26 mai, 10:07
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Foram emitidos mais de uma dezena de mandados de detenção, mas a CNN Portugal sabe que dizem respeito a funcionários e que não há autarcas envolvidos

A Polícia Judiciária (PJ) está a efetuar esta terça-feira buscas na empresa municipal Águas de Gaia, no distrito do Porto, no âmbito de um inquérito que investiga a alegada prática de crimes económicos, incluindo corrupção, indicou fonte judicial.

"A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, desenvolveu, no dia de hoje, uma operação policial, na qual foram cumpridos, no Norte do país, cerca de 30 mandados de busca e detidos 13 suspeitos da prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, abuso de poder e branqueamento, estando em causa um valor global de 8 milhões de euros", refere a autoridade num comunicado a que a CNN Portugal teve acesso.

A mesma fonte adiantou à agência Lusa que as dezenas de buscas estendem-se a outros locais, incluindo buscas a empresas e domiciliárias, tendo sido emitidos mais de uma dezena de mandados de detenção.

A CNN Portugal sabe que as detenções são de funcionários e não há autarcas envolvidos. As contrapartidas para os funcionários da Águas de Gaia passavam por almoços, férias pagas, obras feitas em casas e subornos em dinheiro, na relação com empreiteiros a quem adjudicavam obras públicas e aquisição de materiais num valor que se estima, desde 2024, na ordem dos oito milhões de euros.

"A investigação, em curso há cerca de 17 meses, incide sobre um amplo esquema organizado de criminalidade económico-financeira, desenvolvido através da conjugação de esforços entre empresários do setor privado e funcionários da Empresa Municipal Águas de Gaia, com poderes decisórios relevantes no âmbito da contratação pública e sua respetiva execução", lê-se ainda na declaração da PJ.

Em setembro de 2025, o então presidente do Conselho de Administração da Águas de Gaia (ADGAIA), Miguel Lemos Rodrigues, que já se encontrava suspensão de funções, foi acusado pelo Ministério Público (MP) de corrupção e de outros crimes económicos, por alegada viciação das regras da contratação pública.

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