REVISTA DE IMPRENSA | Apesar dos valores, a situação melhorou face ao ano passado
Em mais de metade dos municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP), os consumidores pagam mais pelos serviços básicos de água, saneamento e resíduos urbanos do que a média nacional, segundo o Jornal de Notícias. Valongo lidera a tabela, com uma fatura mensal de 45,78 euros para um consumo de 10 metros cúbicos, seguido de S. João da Madeira, com 45,54 euros. No continente, a média é de 34,65 euros.
Apesar dos valores, a situação melhorou face ao ano passado. Nessa altura, apenas quatro municípios apresentavam preços abaixo da média nacional, então fixada nos 33,08 euros. O Porto era um dos concelhos que se destacavam por ter uma fatura inferior.
A água continua a representar a maior fatia da fatura dos consumidores em Portugal, mas são os resíduos urbanos que mais têm encarecido nos últimos anos. O aumento está relacionado com a subida dos custos suportados pelas autarquias com o tratamento e a deposição de lixo em aterro ou incineração. A existência de diferentes sistemas faz também com que o valor pago pelos consumidores possa variar significativamente, chegando a ser cinco vezes superior consoante o município.
Nem todas as entidades gestoras forneceram informação à Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), mas os dados disponíveis mostram que pelo menos nove municípios da AMP têm custos superiores à média nacional.
Este ano, a fatura total diminuiu em Gaia, Paredes, Trofa e S. João da Madeira. No caso dos resíduos, houve descidas em três concelhos, com Gaia a registar a maior redução. S. João da Madeira também baixou o valor, mas continua a apresentar a tarifa mais elevada, de 16,47 euros mensais para 10 metros cúbicos.
