Papa pede que se reze pela água

1 set, 21:21
O Cardeal Robert Prevost aparece na loggia central da Basílica de São Pedro depois de ter sido escolhido o 267º pontífice da Igreja Católica Romana, escolhendo o nome do Papa Leão XIV, no Vaticano, quinta-feira, 8 de maio de 2025. (AP Photo/Alessandra Tarantino)
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Robert Prevost manifesta dor por "tantos irmãos e irmãs que não têm água limpa, que percorrem quilómetros para a encontrar, que adoecem devido à sua escassez"

O Papa Leão XIV pediu esta terça-feira que se reze pelo cuidado da água, um recurso que defende como um "direito sem fronteiras", mas que se transformou numa mercadoria, "esquecendo que é um dom universal".

É o que expressa na oração de setembro da iniciativa "Reza com o Papa", dedicada este mês ao cuidado da água, um bem escasso, inseguro ou inacessível para milhões de pessoas e que a humanidade deve aprender a preservar "com gratidão, justiça e responsabilidade".

Na oração, Leão XIV pede perdão a Deus por a água se ter transformado "em mercadoria, esquecendo que é um dom universal, um direito sem fronteiras", e manifesta dor por "tantos irmãos e irmãs que não têm água limpa, que percorrem quilómetros para a encontrar, que adoecem devido à sua escassez".

A oração de Robert Prevost termina com um pedido para que os fiéis se transformem em "peregrinos do essencial, capazes de viver com sobriedade, denunciar o desperdício e a poluição e defender o direito de cada pessoa a beber sem medo e sem desigualdade".

"Imagina um dia quente de verão, depois de um trabalho árduo ou de uma longa caminhada. Finalmente, bebes um gole de água fresca. Sente como o alívio e a energia percorrem o teu corpo. Momentos como estes recordam-nos como a água limpa é uma bênção", afirma o pontífice na videomensagem promocional da oração de setembro.

Numa intervenção proferida em inglês, recorda que uma em cada quatro pessoas no mundo "continua sem ter acesso a água potável segura". "Comunidades e nações inteiras precisam da nossa ação para cuidar da água, desse alívio abençoado", sublinha.

Cerca de 2.100 milhões de pessoas continuam sem acesso seguro a água potável e 106 milhões dependem diretamente de rios, lagos ou outras águas superficiais não tratadas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Unicef.

Embora entre 2015 e 2024 a cobertura mundial de água potável segura tenha passado de 68% para 74%, o mesmo relatório alerta que, para alcançar o acesso universal em 2030, os países de baixo rendimento teriam de avançar sete vezes mais depressa do que o ritmo atual, segundo indica num comunicado a Rede Mundial de Oração com o Papa.

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