O mar entrou pelo areal adentro e a força da água puxou pessoas para dentro do mar - os nadadores-salvadores sprintaram, chegaram a tempo

27 ago 2025, 15:05

Ciclone pós-tropical Erin provocou agitação marítima rara para o mês de agosto - e teve impacto em várias zonas do país

O mar mostrou a sua força este início de semana em várias zonas do país. Ondas de grande dimensão invadiram areais, arrastaram equipamentos de praia, atingiram esplanadas e chegaram mesmo a colocar vidas em risco. De norte a sul, a força da ondulação apanhou banhistas de surpresa e obrigou ao encerramento de várias praias. 

Na Figueira da Foz, o cenário foi de destruição. O mar avançou pelo areal, arrastando guarda-sóis e espreguiçadeiras. Mais grave ainda foi o perigo vivido por várias pessoas, que acabaram puxadas pela força da água. A rápida intervenção dos nadadores-salvadores foi crucial para evitar uma tragédia, relata quem estava no local. 

Também na Póvoa de Varzim o mar não deu tréguas. As ondas chegaram a atingir uma esplanada junto à praia, assustando turistas e trabalhadores. Já na Costa da Caparica, repetiu-se a cena de destruição, com guarda-sóis, espreguiçadeiras e estruturas de apoio a serem levados pela água. 

Apesar de estarmos em pleno mês de agosto, tradicionalmente marcado por tempo estável, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) explicou que a situação resulta do ciclone pós-tropical Erin, que se encontra posicionado de forma a gerar forte agitação marítima. 

Na segunda-feira, o IPMA alertou que a ondulação poderia atingir quatro metros de altura, com picos até sete metros. 

No início da manhã desta quarta-feira, sete distritos do litoral mantinham-se sob aviso amarelo, com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a Autoridade Marítima Nacional (AMN) a pedirem máxima prudência. 

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