Interior recebeu 2,2 mil milhões em apoios, mas estudo revela que impacto continua desconhecido

14 nov, 07:40
Dinheiro (Getty Images)

REVISTA DE IMPRENSA || Muitas das medidas incluídas no programa foram desenhadas para todo o país

O Estado investiu mais de 2,2 mil milhões de euros na valorização do Interior desde 2017, mas o impacto desse esforço financeiro continua por apurar. De acordo com o Jornal de Notícias, um estudo da Agência para o Desenvolvimento e Coesão conclui que não existe qualquer sistema de monitorização capaz de medir resultados, e que muitas das medidas incluídas no programa foram desenhadas para todo o país, sem discriminação positiva para os 165 concelhos classificados como territórios de baixa densidade.

Das 34 ações prioritárias, 13 eram nacionais e apenas seis foram criadas especificamente para responder às necessidades do Interior. O relatório sublinha que o programa nasceu sem metas claras e foi acompanhado apenas por documentos pontuais, centrados na execução financeira e não nos efeitos reais sobre o território.

Apesar de algum dinamismo económico, com 30% mais empresas desde 2011 e crescimento do turismo, o Interior continua a perder população, com uma quebra de 9,2% numa década, forte envelhecimento e dificuldade em atrair profissionais qualificados. A capacidade científica também permanece reduzida: a despesa em investigação representa apenas 5% do total nacional.

Com 77% da área do país, o Interior mantém assim uma expressão “contida”, longe de recuperar a competitividade necessária para travar a desertificação.

Economia

Mais Economia