África “é um continente chave para a nossa sobrevivência” - e por isso temos de agir na luta contra as alterações climáticas

Agência Lusa , CF
28 jul, 21:45
África com escassez de recursos, como a água (Foto: Unsplash)

Matos Fernandes defendeu que o continente africano “não tem quase responsabilidade no que está a acontecer, mas é provavelmente o que está mais a sofrer com as alterações climáticas"

O ex-ministro do Ambiente e da Ação Climática Matos Fernandes, considerou esta quinta-feira que o facto de África ser o continente que menos emissões produz e dos que mais sofre com as alterações climáticas tem de nos obrigar a agir.

África “não tem quase responsabilidade no que está a acontecer, mas é provavelmente o que está mais a sofrer com as alterações climáticas e isto tem mesmo de nos obrigar a fazer muito mais do que pensar. Isto tem de nos obrigar a agir e a comprometer-nos”, referiu o ex-ministro numa intervenção no Fóum Eurafrica, que decorre esta quinta e sexta-feira em Carcavelos, nos arredores de Lisboa.

Apontando a energia como sendo o setor “cada vez mais chave” no combate às alterações climáticas, Matos Fernandes alertou que os países, todos eles, têm “mesmo” de se comprometer com a meta de tornar o mundo neutro em emissões de carbono em 2050, para tentar impedir que a temperatura média do planeta aumente em mais de 1,5% até ao final do século.

Mas, referiu o antigo governante, neste combate às alterações climáticas e nas estratégias de cooperação que deve haver com África, não “vale a pena pensar” que “temos de ensinar o que quer que seja” a este continente, devendo antes “percebemos que temos muito a partilhar” com estes países.

Criticando o paternalismo com que muitas vezes os países do norte olham e lidam com África, Matos Fernandes sublinhou que

África “é um continente chave para a nossa sobrevivência”, sublinhou Matos Fernandes, criticando o paternalismo com que muitas vezes os países do norte olham e lidam com África e lembrando que a população africana e a sua juventude é um “recurso extraordinário” e uma “riqueza enorme”.

O Eurafrican Forum, que decorre quinta e sexta-feira em Carcavelos, está organizado em torno de cinco eixos e conta com a participação do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, dos Presidentes de Portugal, de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe, e vários empresários e banqueiros portugueses e africanos.

Dividido em dois dias, o Eurafrican foi aberto pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, sendo esta quinta-feira dedicada a vários painéis sobre geopolítica e geoestratégia, saúde, educação e ciência, economia e emprego, transição energética e transformação digital e ainda oceanos e economia azul.

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