Julgamento da extradição de João Rendeiro marcado para junho após acordo entre as partes

27 jan, 09:36

Ex-banqueiro volta a tribunal em maio, para preparar o julgamento

O julgamento do processo de extradição de João Rendeiro foi marcado para junho deste ano, com o tribunal de Verulam a decretar que a parte portuguesa do processo deve voltar a Portugal, depois de ter sido encontrado um selo danificado. Ao que a CNN Portugal apurou, numa informação que foi depois confirmada pelo juiz, a audiência vai decorrer entre 13 e 30 de junho, depois de um acordo entre as partes (defesa e Ministério Público).

Antes disso, e como referido pelo juiz, vão ser trocadas informações a 6 de maio entre João Rendeiro e os seus advogados. Essas informações devem ser fornecidas ao tribunal a 16 de maio.

A preparação do julgamento de extradição vai ocorrer a 20 de maio, de acordo com as ordens do juiz.

A decisão foi anunciada numa audiência que começou mais de cinco horas atrasada, e na qual foram referidos por várias vezes os problemas relativos ao processo português, nomeadamente em relação ao selo danificado.

Daqui a três semanas, já em fevereiro, haverá nova sessão para serem discutidas as medidas de coação, com o ex-presidente do Banco Privado Português a ficar em prisão preventiva até lá.

Na audiência anterior, e exibindo uma grande caixa de cartão com vários documentos que foi entregue pelo procurador, o juiz explicou que havia "dois conjuntos de documentação", com o "selo da versão portuguesa danificado, ao contrário da versão inglesa". Ainda assim, o magistrado admite discutir a questão posteriormente, podendo aceitar a documentação existente de forma provisória.

A fita vermelha e verde que selava o conjunto de documentos em português estava partida, enquanto os documentos traduzidos estavam devidamente selados.

João Rendeiro está detido na África do Sul desde 11 de dezembro, depois de três meses fugido à Justiça portuguesa, pela qual foi condenada em três processos diferentes - um deles já transitado em julgado - relacionados com a queda do Banco Privado Português, do qual era presidente. Ao todo, o ex-banqueiro foi condenado a mais de 16 anos de prisão efetiva.

Acabou por fugir de Portugal em setembro, passando por vários países, antes de se estabelecer na África do Sul, onde acabou detido num hotel de luxo da cidade de Durban. É nessa mesma cidade que permanece detido há 42 dias, na prisão de Westville, uma das maiores e mais perigosas do país.

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