Estas jovens afegãs deixaram "descair o véu", escaparam aos talibãs, e vieram estudar para Portugal

15 set 2024, 08:00
Nexus 3.0: Jovens afegãs (FOTO: Joana Moser)

Depois dos talibãs impedirem estas raparigas de ingressar no ensino superior, a Nexus 3.0 conseguiu trazê-las para Portugal. “Livres” e “gratas”, estão espalhadas pelo país a estudar os mais diversos cursos

"Se uma mulher não recebe educação, não tem dinheiro, poder ou trabalho, está restringida". Latifa (nome fictício) tem 24 anos e muita vontade de partilhar a sua história. É uma das 680 mulheres afegãs acolhidas por Portugal entre agosto de 2021 - o mês em que os talibãs tomaram o poder no país - e janeiro de 2024, segundo dados provisórios da AIMA. Latifa é hoje uma das que agora podem estudar e viver livremente. 

Proibidas de falar, cantar, ler em voz alta, frequentar o ensino superior, expor o rosto, olhar para qualquer homem que não seja seu familiar, deslocarem-se sozinhas, vestirem roupas finas, apertadas ou curtas, as mulheres afegãs estão cada vez mais limitadas no seu país. "[Os talibãs] estão a trazer costumes da cultura árabe que não tem nada que ver com a nossa cultura”, conta. "A educação é chave para superar estas barreiras", defende a jovem estudante, que fugiu do Afeganistão em busca de melhores condições de vida - e que as encontrou no Porto, com a ajuda do projeto Farol de Esperança, da Nexus 3.0

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