As aterragens mais assustadoras do mundo

CNN , Julia Buckley
23 nov, 14:45

Há um aeroporto português entre os escolhidos

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Quando construíram um aeroporto em pleno Atlântico, na ilha de Santa Helena, o mesmo foi considerado o aeroporto “mais inútil” do mundo, porque as rajadas de vento que atingiam a pista no penhasco tornavam a aterragem muito perigosa.

Atualmente, o aeroporto está plenamente funcional, mas é de categoria C, permitindo a aterragem a pilotos com uma formação específica. Mas não é o único. Eis alguns dos aeroportos mais deslumbrantes (e também assustadores) do mundo.

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Madeira, Portugal

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Octavio Passos/Getty Images

Quem vai de férias à Madeira sabe que a ilha é famosa pelas aterragens complicadas, e até por não se poder aterrar. A proximidade do aeroporto à zona montanhosa é sinónimo de uma abordagem final com turbulência e rajadas de vento, algumas bem severas. A pista termina dos dois lados nas extremidades de penhascos, mas felizmente são baixinhos, com uma estrada por baixo. Os amantes da aviação gostam tanto da Madeira, que o aeroporto construiu uma plataforma junto à pista para poderem observar as habilidades dos pilotos.

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Leh, Índia

Créditos. Alamy

Ser o 23.º aeroporto mais alto do mundo não parece muito, até perceber que se situa 3200 metros acima do nível do mar. Rodeado por montanhas e, com uma curta pista, é atingido por fortes ventanias durante a tarde, pelo que só recebe voos durante as manhãs. Não podem aterrar aviões pesados e volumosos, e só pilotos com formação específica podem aterrar ali.

Sint Maarten

Philipp Laage/picture alliance/Getty Images

Até quem não é apaixonado pela aviação já viu vídeos de aviões a aterrar em Sint Maarten. As redes sociais estão inundadas de imagens de jatos a aterrar no aeroporto caribenho. Deve-se ao facto de o aeroporto terminar junto a uma praia e os aviões aterrarem sobre a mesma. Parece divertido, mas é perigoso. Em 2017, uma mulher foi morta pela explosão do motor de um jato, quando estava pendurada na vedação junto a outros turistas em fato-de-banho. Para os passageiros, a descolagem é mais assustadora que a aterragem, porque vão na direção da montanha que se ergue nas traseiras do aeroporto.

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Paro, Butão

Andrew Bain/Alamy

Erguido a 2200 metros de altitude, Paro é o único aeroporto internacional do Butão. Mas dada a complexidade da aterragem, há poucos pilotos habilitados a aterrar ali. Só podem aterrar com boas condições de visibilidade (durante o dia), porque não tem radar e os aviões têm de fazer a abordagem manualmente. E ainda têm de serpentear entre montanhas e casas antes de curvar rumo à pista.

Londres, Reino Unido

David Goddard/Getty Images

Atualmente, não é muito comum sobrevoar uma capital para aterrar, mas descer até à cidade de Londres configura uma viagem pelo meio dos arranha-céus, uma volta por Canary Wharf e uma aterragem numa inclinação tão acentuada, cuja sensação se assemelha à de um helicóptero. A descolagem é igualmente, revigorante.

Aeroporto Nacional Reagan, EUA

Al Drago/Bloomberg/Getty Images

Em junho de 2021, quando um avião da Frontier Airlines derrapou na pista do aeroporto Ronald Reagan, em Washington, um passageiro descreveu a situação como “ligeiramente assustadora”. Mas não é preciso passar por um incidente assim para apanhar um susto, pois a curva apertada que o avião faz junto ao Rio Potomac para ficar alinhado com a pista e os desvios das zonas proibidas de se sobrevoar, dificultam imenso o trabalho dos pilotos.

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Innsbruck, Áustria

Robert Buchel/Alamy

Rodeada de montanhas, a capital de Tirol é um destino de luxo para o esqui e uma zona deslumbrante para se aterrar. Ou melhor, com vistas deslumbrantes. Os pilotos enfrentam um desafio magnífico, mas de outra forma. Os aviões têm de mergulhar sobre um pico de quase 2400 metros, lidar com as rajadas de vento forte das montanhas e, consoante a direção do vento, podem ter de guinar bruscamente para alinhar o avião para a aterragem no vale.

Congonhas, Brasil

Pulsar Imagens/Alamy

O aeroporto doméstico de São Paulo tinha problemas de drenagem, problemas tão graves que causaram um acidente fatal em 2007. Nesse seguimento, a pista foi asfaltada de novo para corrigir o problema, mas as aterragens podem ser bastante complicadas. A poucos quilómetros da baixa, que em São Paulo significa que fica no meio da cidade, a pista única, que foi estreada nos anos 30, está rodeada de selva urbana, pelo que sobrevoará prédios e telhados até ao último momento.

Lukla, Nepal

Markus Thomenius/Alamy
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Montanhas, rajadas de vento e uma pista curta. Lukla tem de tudo. Muitas vezes intitulado de aeroporto “mais perigoso do mundo”, a porta de entrada para o Evereste, nas montanhas nepalesas, tem uma pista de apenas 518 metros num penhasco entre as montanhas, com um precipício no final. Até é ligeiramente a subir para ajudar os aviões a abrandar. E não há margem para voltas. Se um avião estiver na descida final, tem de aterrar. Mas tem vistas incríveis da montanha na descida.

Santa Helena

Simon Benjamin/Alamy

A viagem até Santa Helena é sempre atribulada. Rajadas de vento a juntar a um aeroporto no penhasco são sinónimo de uns bons abanões no avião a caminho da aterragem. Contemple a vista sobre a planície de Longwood, onde Napoleão esteve exilado,  e sobre a capital Jamestown, construída numa fenda do desfiladeiro com um único porto. Inicialmente criada apenas para pequenas aeronaves,  a pista foi prolongada para receber um 757.

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