Solução para novo aeroporto passa por "entendimento mais alargado", diz apenas ministra, que remete questão para Costa

30 jun, 13:52

Em conferência de imprensa, Mariana Vieira da Silva deu ainda nota de que Pedro Nuno Santos não esteve no Conselho de Ministros

A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, sublinhou que a solução para o novo aeroporto "passa por um entendimento mais alargado", mas não fez mais comentários à revogação do despacho do ministro das Infraestruturas sobre o aeroporto de Lisboa decretada pelo primeiro-ministro, António Costa. Em conferência de imprensa, após o Conselho de Ministros desta quinta-feira, Vieira da Silva remeteu os jornalistas para o comunicado divulgado esta manhã.

"Não faço comentários sobre o Governo e a sua coordenação interna. O que importa destacar é o comunicado do primeiro-ministro", frisou, em resposta às questões dos jornalistas.

Mariana Vieira da Silva destacou que "o Governo mantém a sua intenção de resolver definitivamente o problema do aeroporto", mas com um "entendimento o mais alargado possível".

A governante deu ainda nota de que Pedro Nuno Santos não esteve no Conselho de Ministros, não atribuindo especial relevância a esse facto. "As substituições de ministros são normais e regulares. Ainda há três semanas fui substituída por um secretário de Estado", acrescentou.

A titular da pasta da Presidência declarou que a questão da permanência ou não no executivo do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, "compete apenas e só ao primeiro-ministro".

O primeiro-ministro determinou esta quinta-feira a revogação do despacho de Pedro Nuno Santos sobre o aeroporto de Lisboa. Em comunicado, o gabinete de Costa refere que o primeiro-ministro "determinou ao ministro das Infraestruturas e da Habitação a revogação do despacho ontem publicado sobre o Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa".

Nesse comunicado, António Costa diz ainda que "a solução tem de ser negociada e consensualizada com a oposição, em particular com o principal partido da oposição e, em circunstância alguma, sem a devida informação prévia ao senhor Presidente da República", acrescentando que "compete ao primeiro-ministro garantir a unidade, credibilidade e colegialidade da ação governativa".

Na quarta-feira foi publicado em Diário da República um despacho assinado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, do gabinete de Pedro Nuno Santos,  Esse despacho previa uma solução que passava primeiro pelo Monitjo e depois por um novo aeroporto em Alcochete.

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