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Tragédia ferroviária em Adamuz. Última inspeção ao comboio descarrilado foi feita na quinta-feira

19 jan, 09:10
Colisão entre dois comboios de alta velocidade no sul de Espanha (EPA)

Madrid, 18 de janeiro de 2026

https://x.com/Renfe/status/2013022132674957490/photo/1

Às 19h45, o comboio 6189 da iryo, que efetuava o trajeto Málaga–Atocha, descarrilou em Adamuz, invadiu a via contígua e provocou o descarrilamento do comboio Alvia 2384 Madrid–Huelva, que circulava nessa mesma linha.

Os passageiros estão a ser assistidos pelos serviços de emergência mobilizados para o local.

A Renfe ativou os protocolos de segurança e de apoio ao passageiro, colaborando em permanência com as autoridades, as equipas de emergência, a Adif e o Ministério dos Transportes e Mobilidade Sustentável.

Nas estações afetadas, foram criados pontos de informação para os familiares e ativados grupos de apoio psicológico em Madrid, Córdoba, Huelva e Sevilha para prestar assistência às vítimas e respetivas famílias.

Foi igualmente ativado o Plano de Assistência às Vítimas de Acidentes Ferroviários e aos seus Familiares (PAVAFF).

O presidente da Renfe, Álvaro Fernández Heredia, encontra-se a deslocar-se para o local do acidente.

A Renfe e toda a sua equipa estão ao lado das famílias dos passageiros afetados neste momento difícil.

Para mais informações, foi disponibilizado o número de telefone 900 101020 para todos os familiares.

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A empresa assegura que a prioridade absoluta é o apoio às pessoas afetadas pelo acidente

 A iryo, empresa responsável por um dos comboios envolvidos na colisão em Adamuz, em Espanha, emitiu um comunicado onde "lamenta profundamente o grave acidente ferroviário ocorrido na tarde de ontem e apresenta, em nome de toda a empresa, as suas condolências às famílias das vítimas mortais, bem como solidariedade e apoio a todos os feridos, desejando-lhes uma rápida recuperação".

O acidente fez 39 mortos, 170 feridos ligeiros e há 73 pessoas hospitalizadas, 24 das quais em estado grave e cinco em estado muito grave.

Segundo a nota, o CEO da iryo, Fabrizio Favara, deslocou-se ao local do acidente na noite de domingo. Já o presidente da empresa, Carlos Bertomeu, está a caminho do local.

"De acordo com a informação disponível até ao momento, o comboio 6189, que efetuava o trajeto Málaga–Madrid, partiu ontem, domingo, 18 de janeiro, da estação de origem às 18h40, com 289 passageiros, quatro tripulantes e um maquinista a bordo. Às 19h45, e por causas ainda desconhecidas, o comboio invadiu a via contígua. Tal como indicou ontem o ministro dos Transportes, trata-se de um acidente ocorrido num troço reto da linha, sendo que o comboio em circulação era de nova construção, fabricado em 2022, e cuja última revisão foi realizada no passado dia 15 de janeiro", lê-se na nota.

A operadora agradeceu a colaboração da Renfe e o trabalho desenvolvido pelos serviços de emergência e assegura que a prioridade absoluta é o apoio às pessoas afetadas pelo acidente.

"A empresa disponibilizou uma linha de assistência para passageiros e familiares, através do número 900 001 402, mantendo-se à disposição para prestar o acompanhamento necessário", lê-se na nota, que acrescenta que a iryo mantém contacto permanente com as autoridades nacionais, regionais e locais e garante total disponibilidade para colaborar com a comissão responsável pela investigação.

Em sinal de respeito pelas vítimas, a iryo decidiu cancelar a participação em eventos previstos, incluindo a agenda na feira de turismo FITUR.

Presidente da Renfe viajou para o local

Também a Renfe emitiu uma nota onde dava conta que "passageiros estão a ser assistidos pelos serviços de emergência mobilizados para o local".

A Renfe acionou de imediato os protocolos de segurança e de apoio ao passageiro, mantendo colaboração permanente com as autoridades, as equipas de socorro, a gestora da infraestrutura ferroviária Adif e o Ministério dos Transportes e Mobilidade Sustentável.

Nas estações afetadas, foram criados pontos de informação destinados aos familiares dos passageiros. Em paralelo, foram ativados grupos de apoio psicológico em várias cidades, nomeadamente Madrid, Córdoba, Huelva e Sevilha, com o objetivo de prestar assistência às vítimas e às respetivas famílias.

O presidente da Renfe deslocou-se para o local do acidente para acompanhar a situação.

A operadora ferroviária disponibilizou ainda uma linha telefónica dedicada ao apoio aos familiares, enquanto prosseguem as operações de acompanhamento aos passageiros afetados.

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