Açores separam 6 milhões para apoiar idosos na compra de medicamentos

Agência Lusa , WL
1 out, 16:58
Ilha de São Jorge, Açores (Lusa/ António Araújo)

Programa Compamid viu ser executada, em 2020, uma verba de 1,1 milhões de euros

O vice-presidente do Governo dos Açores, Artur Lima, anunciou este sábado que o Plano e Orçamento de 2023 irá prever uma verba “histórica” para o Compamid, que apoia os idosos na aquisição de medicamentos, de seis milhões de euros.

Artur Lima, que visitou o Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia da Vila de São Sebastião, na ilha Terceira, no âmbito do Dia Internacional do Idoso, referiu que em 2020 a verba executada do Compamid foi de 1,1 milhões de euros.

O Compamid permite efetuar o pedido de reembolso de despesas com aquisição de medicamentos, sendo beneficiários os pensionistas residentes na Região Autónoma dos Açores, com idade igual ou superior a 65 anos de idade e os titulares de pensão de invalidez, independentemente da sua idade, que aufiram um rendimento per capita que não ultrapasse anualmente 14 vezes o valor da retribuição mínima mensal garantida em vigor no arquipélago.

Artur Lima, enquanto deputado do parlamento dos Açores pelo CDS-PP, foi o autor do projeto Compamid, que foi viabilizado, na altura, pela maioria socialista que governava a região, tendo considerado a medida “um apoio social indispensável para a aquisição de medicamentos”.

“Hoje, na qualidade de vice-presidente, procurei tornar mais simples o acesso a este apoio, permitindo que chegue ao maior número de idosos e pensionistas sem tenham que adiantar dinheiro na farmácia. De janeiro até setembro foi possível contemplar 19.857 beneficiários quando em 2020 chegou-se apenas a 7142”, disse Artur Lima.

O vice-presidente referiu, por outro lado, que no âmbito do programa “Novos Idosos”, que visa poiar os idosos que permaneçam em casa, com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que “as visitas domiciliárias aos candidatos na Praia da Vitória já terminaram, decorrendo agora o trabalho de verificação documentação e de resolução das questões formais e orais”.

Em Ponta Delgada, “até ao final da próxima semana terminarão igualmente as visitas domiciliárias e todo o processo de avaliação”, acrescentou o governante, convicto que o programa “Novos Idosos” vai ”mudar por completo a política de cuidados a quem mais precisa na região”.

O vice-presidente do Governo Regional pretende estender a iniciativa a dois novos concelhos, através de parcerias com outras instituições particulares de solidariedade social e misericórdias da região.

António Lima apontou que em 2023, no que toca a projetos e obras em infraestruturas de apoio ao idoso, o Governo Regional tem previsto 4,1 milhões de euros, mais 1,8 milhões do que em 2021.

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