Boeing 737: o que sabemos sobre o avião que se despenhou na China

CNN , Chris Isidore
22 mar, 14:20

Na aeronave seguiam 132 pessoas. Causa do acidente ainda está por determinar

Um Boeing 737 com 132 pessoas a bordo despenhou-se na segunda-feira, na China. Embora o 737 da Boeing tenha sido alvo de preocupações de segurança bastante importantes, nos últimos três anos, o avião que se despenhou esta segunda-feira era um modelo diferente do controverso 737 Max que abalou a Boeing.

A causa do acidente desta segunda-feira ainda não foi determinada. O avião estava em serviço desde 2015. O voo, operado pela China Eastern Airlines, voava da cidade de Kunming, no sudoeste da China, para Guangzhou quando caiu.

Eis o que sabemos sobre o aparelho.

O 737-800

O avião da China Eastern Airlines que se despenhou era um Boeing 737-800. É a versão mais comum dos aviões da Boeing atualmente em serviço, e é o mais usado nas frotas de muitas companhias aéreas.

Os serviços de rastreamento FlightAware e Flightradar24 informaram que este avião é o Boeing 737-800 da China Eastern Airlines que caiu na segunda-feira com 132 pessoas a bordo. Esta é uma foto de arquivo tirada numa pista chinesa, em fevereiro de 2022.

Há 4502 aviões 737-800 em serviço, atualmente, no mundo inteiro, segundo a empresa de análise de aviação Cirium, o que faz deste modelo o Boeing mais comum. É o modelo de avião mais comum nos Estados Unidos, onde há 795 em serviço, assim como na China, que tem 1177 em serviço. E é o segundo avião mais usado no mundo inteiro, ficando apenas atrás do A320 fabricado pela rival da Boeing, a Airbus.

O 737-800 é um modelo mais antigo que foi substituído pelo 737 Max.

Problemas de segurança anteriores

A Boeing começou a entregar os 737-800 em 1998, mas desde janeiro de 2020, quando entregou dois aviões à China Eastern, não voltou a fornecer versões civis do aparelho.

O Boeing 737-800 faz parte de uma classe de aviões Boeing conhecida como 737-NG. Os aviões da “Next Generation” ou “Próxima Geração” tiveram problemas de segurança apontados pelos reguladores norte-americanos, embora nenhum deles fosse relevante ao ponto de exigir que os aviões ficassem em terra.

Em 2018, morreu um passageiro num Boeing 737-700, o outro avião da família “Next Generation”. Nesse acidente, uma pá da ventoinha do motor de um voo da Southwest Airlines partiu-se e fez com que parte da cobertura do motor atingisse o lado do avião. Uma das janelas partiu-se e a cabina perdeu pressão rapidamente. A tripulação conseguiu aterrar o avião com segurança, mas a mulher que viajava sentada ao lado da janela morreu.

Em 2019, a Administração Nacional de Segurança nos Transportes recomendou que a Boeing redesenhasse parte das tampas do motor para evitar que voem contra o avião, no caso de uma avaria semelhante. A Boeing concordou em fazer a mudança.

Em alguns aviões mais antigos, descobriram-se fissuras numa peça usada para manter as asas no lugar. Essas fissuras fizeram com que vários 737 NG fossem temporariamente proibidos de voar.

Outros acidentes fatais envolvendo o 737-800 ocorreram quando os aviões estavam a aterrar com mau tempo e falharam ou derraparam nas pistas. Outro destes aviões foi atingido por um míssil no Irão, em 2020.

Desde 2010 que não havia um acidente fatal com uma companhia aérea chinesa, segundo a Rede de Segurança na Aviação. A Boeing divulgou um comunicado na segunda-feira, afirmando que está a trabalhar com as autoridades de segurança dos EUA e da China.

“Expressamos o nosso pesar pelos passageiros e tripulantes do voo 5735 da China Eastern Airlines”, disse a fabricante. “Estamos a trabalhar com a companhia aérea nossa cliente e estamos prontos para dar todo o apoio. A Boeing está em contacto com a Administração Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA e os nossos peritos técnicos estão preparados para ajudar na investigação liderada pela Administração da Aviação Civil da China.”

O 737 Max

O 737 Max da Boeing sofreu dois acidentes fatais, em 2018 e 2019, causados por uma comprovada falha de design, o que levou a uma proibição global de voo do modelo.

Os 20 meses em que os 737 Max estiveram sem poder voar custaram à Boeing dezenas de milhares de milhões de dólares.

O 737-800 não tem a característica que levou os 737 Max a despenharem-se.

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