O secretário-geral do PS defendeu, contudo, o seu líder parlamentar, Eurico Brilhante Dias, que na sexta-feira disse que Carlos Moedas que tomasse uma decisão “em coerência com aquilo que disse” sobre Fernando Medina em 2021, durante o Russiagate
O secretário-geral do PS não vai tão longe como Eurico Brilhante Dias e o seu antecessor, Pedro Nuno Santos, nos pedidos feitos a Carlos Moedas após o acidente com o elevador da Glória, que matou 16 pessoas na semana passada.
Em entrevista à CNN Portugal, José Luís Carneiro disse que não encontra, “para já e ainda, elementos que permitam pedir a demissão de Carlos Moedas”.
“É necessário haver a conexão e a consciência de que se deveria ter agido de uma determinada forma e não se agiu conscientemente em relação a essas causas do acidente”, acrescentou o líder socialista.
Porém, Carneiro classificou as declarações de Carlos Moedas à SIC como “injustas, imorais, inaceitáveis e incompreensíveis”
“O que me indignou foi a linguagem insultuosa aos meus camaradas. Chamar sicários é chamar assassinos a soldo. Tão grave quanto esta linguagem insultuosa, mais grave até do ponto de vista moral, é trazer à colação alguém que, infelizmente, não está entre nós, com uma mentira sobre as razões que Jorge Coelho a pedir a sua demissão por altura da ponte de Entre-os-Rios”, explicou.
José Luís Carneiro defendeu o seu líder parlamentar, Eurico Brilhante Dias, que na sexta-feira disse que Carlos Moedas que tomasse uma decisão “em coerência com aquilo que disse” sobre Fernando Medina em 2021, durante o Russiagate.
“Aquilo que Eurico Brilhante Dias disse, e disse bem, foi que ele deveria estar a viver, naturalmente, um problema de consciência porque, tendo em conta a posição que tinha tido e a posição que estava a ter, havia uma grande contradição”, disse o socialista. “Fundamentalmente, é confrontá-lo com aquilo que é a sua própria contradição e com aquilo que é uma questão de consciência”.