Jogo com a Sanjoanense foi interrompido pelo árbitro
A Académica recorreu às redes sociais para denunciar insultos racistas e xenófobos proferidos contra o médio Gabriel Santos e o avançado Lucas Ferreira. De acordo com a publicação da Briosa, nesta segunda-feira, os jovens brasileiros, de 16 anos, foram visados por um jogador da Sanjoanense.
Os incidentes – que obrigaram à interrupção da partida – remontam à tarde de sábado, durante a 7.ª jornada da fase de manutenção no Nacional de Juvenis (Sub-17), em Coimbra. O encontro foi vencido pelo emblema de São João da Madeira (1-2).
«Os jogadores da formação da Académica foram vítimas de insultos discriminatórios por parte de um adversário durante uma partida oficial frente à Sanjoanense. Gabriel foi alvo de comentários xenófobos, enquanto Lucas foi vítima de insultos racistas. A situação foi de tal gravidade que o árbitro interrompeu o jogo e, durante alguns minutos, esteve à conversa com os capitães e treinadores.»
«A Académica repudia veementemente qualquer forma de racismo e xenofobia e manifesta total apoio aos seus atletas. O futebol deve ser um espaço de respeito, inclusão e fair play, e não há lugar para o preconceito dentro ou fora das quatro linhas.»
«Perante a gravidade dos acontecimentos, a Académica vai apresentar a respetiva participação disciplinar junto da Federação Portuguesa de Futebol. Que este episódio sirva de alerta para que todos os clubes, entidades e adeptos continuem a lutar por um futebol verdadeiramente igual.»
A Académica ocupa o 3.º lugar da fase de manutenção no Nacional de Juvenis, com 14 pontos, mais quatro do que a Sanjoanense (5.ª). Em lugar de descida estão Tondela, Boavista e Sacavenense (10.º).
— Académica - OAF (@academicaoaf) March 24, 2025
No passado sábado, 22 de março, os jogadores da formação da Académica, Gabriel Santos e Lucas Ferreira, foram vítimas de insultos discriminatórios por parte de um adversário durante uma partida oficial frente à AD Sanjoanense. pic.twitter.com/lwPu8Oup0i
— Académica - OAF (@academicaoaf) March 24, 2025
Entretanto a Sanjoanense já respondeu em comunicado onde manifesta o «absoluto repúdio por qualquer ato de descriminação, dentro ou fora de campo».
O clube de Aveiro indica ainda que foi prontamente aberto um processo interno para o apuramento dos factos do que sucedeu durante a partida com a Académica.
«Estamos, de momento, a auscultar os vários elementos do nosso Clube que estavam presentes na Academia Briosa XXI, constantes ou não na ficha de jogo, a fim de podermos apurar a veracidade dos factos relatados».
«Estamos, também, a proceder à recolha de todos os dados possíveis, aguardando inclusivamente a receção de relatórios oficiais de jogo, com o objetivo de perceber se em algum momento são relatados os factos que compõem a acusação que nos é dirigida. Estas informações, depois de recolhidas, serão alvo de avaliação minuciosa», indica a Sanjoanense.
No entanto, o clube de São João da Madeira deixa um aviso se se verificar que as acusações são infundadas.
«Na mesma medida, agiremos em conformidade se for aferido que a acusação é infundada e caluniosa, uma vez que tal constituirá um forte dano reputacional e institucional ao nosso Clube».
𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐀𝐃𝐎
— A D Sanjoanense (@ADSanjoanense) March 24, 2025
A Associação Desportiva Sanjoanense, tendo tomado conhecimento do comunicado hoje emitido pela Associação Académica de Coimbra/OAF, vem esclarecer o seguinte ⤵️https://t.co/qZUKqQBB92 pic.twitter.com/oO7nEjfrn1
[Artigo atualizado a 25/03/2025 às 09h26]
