Segredo finalmente revelado: os Óscares chamam-se assim por causa de um norueguês e a ideia foi de uma secretária

6 jul, 17:38
Óscares

Bruce Davis, antigo diretor executivo da Academia, vai lançar um livro com uma nova teoria sobre a origem do famoso nome pelo qual são conhecidos os prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas

Bruce Davis foi diretor executivo da Academia durante 22 anos, até 2011, quando se reformou. Foi depois da reforma que se dedicou à investigação dos arquivos aos quais teve acesso durante vários anos. 

Segundo conta o Deadline, depois da análise não só de 521 páginas que abordam os primeiros 50 anos da entrega de prémios, como também de arquivos e jornais, Davis concluiu que o nome Óscar se baseia num veterano do exército norueguês, e que foi dado por uma secretária da Academia, Eleanore Lilleberg.

Porquê um norueguês? Porque Eleanore Lilleberg, secretária e assistente da Academia durante os primeiros anos da entrega de prémios, que estava encarregada de guardar as estatuetas nos momentos antes da cerimónia, assim as começou a chamar.

Lilleberg era de origem norueguesa e a estatueta fez-lhe lembrar um Óscar, veterano do exército norueguês, que tinha conhecido em Chicago, e que era “alto e rígido” como a estatueta. 

A história foi confirmada por um pequeno museu em Green Valley, na Califórnia, dedicado a Eleanore e ao seu irmão, e por jornais que datam de 1944. 

Bruce Davis revela mais segredos dos Óscares no livro "The Academy and the Award", que estará à venda a partir do dia 11 de outubro de 2022.

As outras teorias

A primeira cerimónia dos prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas aconteceu a 16 de maio de 1929, no Hollywood Roosevelt Hotel. Cada bilhete custava 5 dólares e 270 pessoas assistiram ao evento, que não teve transmissão televisiva.

Dez anos mais tarde, em 1939, a estatueta de bronze banhada a ouro foi oficialmente batizada como "Óscar", sendo que as dúvidas acerca do verdadeiro responsável pelo nome existiram até agora.

Uma das primeiras teorias era que o escultor das estatuetas se chamava Óscar. No entanto, o escultor foi George Stanley e inspirou-se no diretor de arte Cedric Gibbons para as criar.

Já Bette Davis, que foi presidente da Academia, afirmou na sua autobiografia que foi a autora do nome, argumentando que Óscar era o nome do marido (Harmon Oscar Nelson). No entanto, Bette Davis presidiu à Academia em 1941 e a estatueta começou a ser denominada de tal forma em 1939.

Uma terceira teoria defendia que foi uma secretária executiva da Academia, de nome Margaret Herrick, que tinha dado o nome ao prémio, por lhe fazer lembrar o primo Óscar Pierce, cuja alcunha era "Uncle Oscar". Até agora, esta era a teoria que mais tempo tinha vingado, mas será então agora desmascarada por Bruce Davis no livro "The Academy and the Award", que vai ser lançado em outubro.

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