"Deus tomou a decisão": Trump reage à reversão no direito ao aborto

24 jun, 19:48
Donald Trump

Enquanto foi presidente dos Estados Unidos, Trump nomeou três juízes conservadores para o Supremo Tribunal

Donald Trump classificou como positiva a decisão do Supremo Tribunal porque "devolve aos estados aquilo que nunca devia ter saído deles". Numa entrevista à Fox News, o ex-presidente dos Estados Unidos disse que foi "Deus quem tomou a decisão". "Isto é seguir a Constituição e devolver direitos que já deveriam ter sido concedidos há muito tempo", acrescentou. 

Questionado sobre se considera que durante o seu mandato contribui para a reversão desta decisão - uma vez que nomeou três juízes conservadores para o Supremo Tribunal -, Trump limitou-se a dizer: "Deus tomou a decisão". 

Com a nomeação dos juízes Neil Gorsuch, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett, o Supremo Tribunal - composto por um total de nove juízes - tornou-se maioritariamente conservador. Estes três nomes juntaram-se aos também conservadores Samuel Alito, John G. Roberts (presidente do Supremo) e Clarence Thomas. Foram estes seis juízes que votaram a favor da regressão no direito ao aborto.

Os liberais Stephen Breyer - que está de saída e vai ser substituído pela primeira mulher afro-americana no Supremo, nomeada por Joe Biden, Ketanji Brown Jackson -, Sonia Sottomayor e Elena Kagan votaram contra. Breyer foi nomeado por Bill Clinton, enquanto Sottomayor e Kagan foram nomeados por Barack Obama. 

Quanto à mensagem que gostaria de deixar aos seus apoiantes relativamente ao que foi decidido, Trump respondeu: "Acho que, no final, isto é algo que funcionará para todos". 

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos reverteu esta sexta-feira uma decisão sobre o direito ao aborto que dita uma mudança na lei e deixará de proteger constitucionalmente uma mulher que faça um aborto.

Esta decisão vai dar início a novas regras que limitam ou proíbem o acesso ao procedimento de alguns estados e, em alguns deles, de forma imediata. Uma mudança que vai contra o que ficou estabelecido em 1973, há quase 50 anos, no caso Roe vs. Wade. 

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