Alaska Airlines vai pagar deslocações para funcionárias fazerem aborto se no estado onde vivem não for permitido

24 jun 2022, 17:11
Protestos contra e a favor do aborto nos Estados Unidos (AP)

Empresa reagiu de imediato à decisão do Supremo Tribunal

A Alaska Airlines anunciou esta sexta-feira que vai ajudar as suas funcionárias a obterem todos os cuidados de saúde necessários, inclusive no direito ao aborto.

Num comunicado publicado no website, e pouco depois de uma polémica decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, a companhia aérea garantiu que vai “continuar a providenciar às funcionárias o apoio à saúde e bem-estar, independentemente do estado”.

A decisão da mais alta instância judicial dos Estados Unidos coloca nas mãos dos estados a decisão de legalizarem ou não o aborto, o que marca um retrocesso de quase 50 anos, sendo que perto de metade dos 50 estados deverão mesmo avançar com a proibição do procedimento.

“Vamos continuar, como sempre fizemos, a providenciar aos funcionários os benefícios que apoiam a saúde e bem-estar, independentemente de onde vivam. Isto inclui reembolsar as viagens para certos procedimentos médicos e tratamentos se não estiverem disponíveis onde vivem. A decisão do Supremo Tribunal não muda isso”, afirma a empresa.

Na mensagem de reação à decisão, a vice-presidente para a área de Recursos Humanos da Alaska Airlines fez saber que a cultura da companhia “inclui assegurar um ambiente de trabalho onde todos se sintam seguros e respeitados”. Isto “independentemente das visões pessoais”, pelo que é tempo para “demonstrar compreensão, empatia e bondade para com os outros”.

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