Todos os dias são abandonados 115 animais. PAN quer acabar com isto

30 jul 2024, 21:34
Cães abandonados posam para retratos

A campanha do PAN “NÃO ME DESCARTES: Portugal sem abandono animal”, que teve início a 23 de julho, pretende promover o combate ao abandono animal, sublinhando ao mesmo tempo três medidas que o partido pretende ver aprovadas

Todos os dias são abandonados 115 animais em Portugal. O número reflete apenas os recolhidos por canis, não contabilizando os das associações. Os dados foram fornecidos à CNN Portugal por Inês de Sousa Real, deputada do Pessoas, Animais e Natureza (PAN), que acaba de lançar uma campanha contra o abandono de animais.

Inês de Sousa Real sublinha que o número de abandonos “tem tendência a aumentar nos períodos festivos e de férias”, como acontece na época em que nos encontramos. Na maior parte dos casos, sublinha, as pessoas decidem ir de férias e como não sabem o que fazer aos animais abandonam-os na rua, “longe da vista e longe do coração”. Desde 2014 que abandonar animais é crime, mas isso não impede que as pessoas o façam - e os números aumentem.

As áreas metropolitanas, aponta a deputada, são aquelas em que se registam mais casos de abandono: entre 2021 e 2022, o número de animais abandonados na Área Metropolitana de Lisboa aumentou de 945 para 1166 animais. Estes são os locais onde existe uma maior concentração da população e, também, mais centros de recolha, mas não é por isso que não existem abandonos no interior.

Além de cães e gatos, também são abandonadas espécies exóticas, como é o caso das tartarugas, que segundo a deputada do PAN são compradas “e depois, não se adequando às condições do lar, acabam abandonadas em rios, lagoas, e são um perigo para a própria fauna”. “Lagartos e hamsters, efetivamente, não são animais que devem ser tidos como de companhia, devem estar inseridos num habitat natural”, defende.

A campanha do PAN “NÃO ME DESCARTES: Portugal sem abandono animal”, que teve início a 23 de julho, pretende promover o combate ao abandono animal, sublinhando ao mesmo tempo três medidas que o partido pretende ver aprovadas.

As consultas veterinárias e rações para os animais são tratadas “como bens de luxo”, descreve a deputada. Para isso, o partido quer reduzir o valor do IVA de 23% para 6%, percentagem aplicada a bens essenciais. "Há pessoas em situação de vulnerabilidade social, sem abrigo, que deixam de comer para dar aos animais de companhia", realça. "É importante ver os custos das famílias e, dentro da alimentação, considerar os animais também, e para isso é necessário o IVA reduzido", argumenta. 

Apoiar e incentivar as famílias a esterilizar os seus animais e mais apoios para as associações de proteção animal são, também, medidas que o partido ”pretende ver aprovadas durante a presente legislatura”. 

Tendo em consideração as várias opções para deixar o animal de companhia durante o período de férias, Inês de Sousa Real garante que “alternativas não faltam, o que não pode acontecer é deixar o animal para trás”.

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