Porquê os cachorros-quentes? E de onde veio o fogo de artifício? Um guia do 4 de Julho para não-americanos

CNN , Erin Davis e Katherine Dillinger (artigo originalmente publicado a 4 de julho de 2019)
4 jul, 08:00
4 de Julho. Michael Prengler/AP

No dia 4 de julho, um pouco por toda a América, homens com roupas em tons de vermelho, branco e azul limpam o pó dos seus grelhadores. Nos becos, as crianças atiram confetes e os anúncios com temas patrióticos dominam as rádios.

É o Dia da Independência.

Se já pensou que as tradições americanas são um pouco estranhas, eis o que precisa de saber sobre este feriado tão importante para os EUA.

Porquê 4 de julho?

A 4 de julho de 1776, o Congresso Continental aprovou a Declaração de Independência, dois dias após uma votação sobre a libertação dos EUA do domínio do Reino Unido. A Declaração, elaborada por Thomas Jefferson - que acabou por se tornar presidente e que morreu num dia 4 de julho – é, basicamente, a certidão de nascimento da América, uma vez que declarou a independência dos EUA do poder britânico.

Embora esses Fundadores tenham assinado o documento nessa altura, o Dia da Independência não foi considerado um feriado, de forma oficial, até 1870. Este dia também só passou a ser um feriado federal pago em 1941.

Então, pode pensar-se no 4 de Julho como uma festa de aniversário gigante, a nível nacional. Nesta celebração, usam-se velas gigantes que explodem, de forma violenta, no céu.

Porquê a frase "terra dos livres, casa dos corajosos"?

Esta frase vem do hino nacional, "The Star-Spangled Banner", escrito por Francis Scott Key. Se ouvir com atenção a letra do hino, perceberá que a canção relata os eventos do bombardeamento de Fort McHenry, em 1814.

Em 1931, esta canção foi designada como o hino nacional. 

Porquê os cachorros-quentes?

No final do século XIX, os cachorros-quentes tornaram-se extremamente populares nos Estados Unidos. Este género de comida é, atualmente, parte integrante de qualquer churrasco do 4 de Julho. Segundo o Conselho Nacional de Cachorros-Quentes e Salsichas, os americanos consumiram, no ano passado, 150 milhões de cachorros-quentes neste feriado.

Porquê explodir coisas?

Inicialmente, o fogo-de-artifício foi trazido para os Estados Unidos pelos imigrantes italianos. Estes estabeleceram-se no país no final do século XIX. Agora, e de forma a homenagear este feriado, a América utiliza fogo-de-artifício em grandes quantidades. De acordo com a Associação Americana de Pirotecnia, o país importou, em 2017, mais de 250 milhões de libras de material pirotécnico.

No entanto, a história por trás do fogo-de-artifício é mais profunda do que se possa pensar. A nossa história de fazermos rebentar coisas, como forma de comemoração, remonta ao ano de 1777, um ano após ser declarada a independência do país. Naquele ano, as celebrações festivas de Filadélfia incluíram a largada de 13 fogos-de-artifício na Câmara dos Comuns, de forma a homenagear as 13 colónias.

De que outra maneira comemoram os americanos?

Seria mais fácil enumerar as formas como não comemoramos o feriado do 4 de Julho. Por todo o país, realizam-se muitos eventos, tais como: churrascos, piqueniques, festivais e desfiles, de forma a celebrar este feriado.

Em Atlanta, as pessoas arranjam espaço para toda aquela comida grelhada, ao participarem na corrida AJC Peachtree Road. Esta é a maior corrida de 10 quilómetros do mundo. Em Coney Island, Nova Iorque, o Concurso Nathan de Cachorros-Quentes - a competição para ver quem consegue comer mais desta iguaria - é quase o seu próprio feriado.

Estou nos Estados Unidos. Onde posso ir para participar na diversão?

Há várias maneiras de celebrar o feriado, quer seja num desfile tradicional, quer seja numa celebração menos convencional numa avenida. Muitas escolas e bombeiros locais organizam pequenos desfiles. Por isso mesmo, confirme nesses locais se vão existir eventos futuros. Muitos espetáculos de fogos-de-artifício são organizados no centro das cidades. Se se quiser divertir, siga os carros, que vão em marcha lenta, nessa direção.

Relacionados

E.U.A.

Mais E.U.A.

Patrocinados