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Sondagem: maioria dos portugueses considera conhecer bem o 25 de Abril, mas defende mais ensino nas escolas

24 abr, 20:43
25 de abril de 1974

A maioria dos portugueses acredita ter um bom conhecimento sobre o que aconteceu em Abril de 1974, sendo a escola o principal espaço de aprendizagem sobre a Revolução dos Cravos. Ainda assim, segundo esta sondagem, mais de metade dos inquiridos considera que as referências ao 25 de Abril nos programas escolares deviam ser maiores

Os portugueses consideram, em larga maioria, que conhecem bem o que aconteceu em Abril de 1974, embora defendam um maior reforço do tema no ensino. Segundo os dados da sondagem “O 25 de Abril e a Democracia Portuguesa”, 50,8% dos inquiridos classificam o seu conhecimento sobre o 25 de Abril como “muito” elevado, enquanto 9,2% dizem ter um conhecimento “muitíssimo” elevado.

Por outro lado, 37,5% admitem saber pouco sobre a revolução e 1,5% afirmam não ter qualquer conhecimento sobre o que aconteceu naquele momento decisivo da história portuguesa. Os resultados revelam assim uma perceção globalmente positiva sobre o nível de conhecimento da população, ainda que uma parte significativa reconheça limitações.

Já quando questionados sobre onde aprenderam mais sobre o 25 de Abril de 1974, a escola surge destacadamente em primeiro lugar, com 47,9% das respostas. A família e os amigos aparecem em segundo lugar, com 16,5%, seguidos pela televisão, com 14,2%.

Os programas de televisão representam 7,3% das respostas, enquanto a internet e as redes sociais surgem com 4,6%. Os livros recolhem 4,2%, e as comemorações públicas e os jornais registam ambos 1,7%. Já os programas de rádio representam 1,6% e os museus apenas 0,5%.

Apesar de a escola ser claramente identificada como a principal fonte de aprendizagem sobre o 25 de Abril, a maioria dos inquiridos entende que esse papel devia ser ainda mais reforçado. Questionados sobre as referências e informações sobre a revolução nos programas escolares, 55,5% defendem que deviam ser maiores.

Apenas 29,8% consideram que a abordagem atual é adequada, enquanto 4,5% dizem que essas referências deviam ser menores. Há ainda 10,2% que não sabem ou não respondem.

Os dados mostram que, apesar de existir uma perceção generalizada de conhecimento sobre o 25 de Abril, persiste a ideia de que a memória da revolução deve continuar a ser aprofundada, sobretudo no espaço escolar, que continua a ser o principal ponto de contacto entre os portugueses e esse momento fundador da democracia.

Esta sondagem integra um conjunto mais alargado de perguntas do estudo “O 25 de Abril e a Democracia Portuguesa”. Na quarta-feira, a CNN Portugal revelou os primeiros resultados, que mostram um país dividido quanto à forma como a democracia funciona atualmente. Já na quinta-feira, através de uma outra sondagem, a CNN Portugal revelou que a participação dos portugueses em associações e organizações cívicas mantém-se relativamente baixa, com 66,4% a afirmarem que não estiveram envolvidos em qualquer atividade deste tipo no último ano.

Ficha Técnica da Sondagem (ERC)

O 25 DE ABRIL E A DEMOCRACIA EM PORTUGAL

1. Entidade Promotora

Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril

2. Entidade Responsável pela Realização

Multidados – The Research Agency Empresa acreditada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC)

3. Objetivo do Estudo

Avaliar as perceções dos portugueses sobre o 25 de Abril, o seu impacto histórico, a cultura democrática e as expectativas em relação ao futuro da democracia em Portugal.

4. Universo

População residente em Portugal, com 18 ou mais anos de idade, incluindo Continente e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

5. Amostra

· Dimensão: 1600 indivíduos
· Tipo: amostra estratificada
· Método de seleção: aleatória, com base em quotas proporcionais à estrutura da população
· Variáveis de estratificação: região (NUTS II), sexo, idade e nível de escolaridade
· Fonte de referência: Censos 2021 (INE)

6. Distribuição da Amostra

A amostra foi distribuída de forma proporcional à população por região, sexo, grupos etários e níveis de instrução

7. Método de Recolha da Informação

Entrevistas telefónicas, através do sistema CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing), realizadas para números de telefone fixo e móvel.

8. Seleção dos Inquiridos

Seleção aleatória de lares e indivíduos, com base em números de telefone fixo e móvel, proporcional à distribuição da população residente, segundo os Censos 2021.

9. Período de Recolha

Trabalho de campo realizado entre 20 de março e 12 de abril de 2026.

10. Taxa de Resposta

[Inserir, caso disponível — elemento recomendado pela ERC]

11. Margem de Erro

A margem de erro máxima associada a uma amostra de 1600 entrevistas é de ±2,6%, para um nível de confiança de 95% e assumindo a situação mais desfavorável (p=q=50%).

12. Controlo de Qualidade

· Verificação posterior (callback) de entrevistas realizadas
· Supervisão direta do trabalho de campo
· Validação interna dos dados recolhidos

13. Equipa Técnica | Coordenação científica e consultoria

O estudo contou com a colaboração de uma equipa de entrevistadores com formação adequada e supervisão técnica permanente.

Coordenação científica e consultoria:

· Mário Bacalhau
· António Costa Pinto
· António Belo
· Maria Inácia Rezola
· Thomas Bruneau

14. Tratamento e Apresentação dos Dados

Os resultados foram tratados estatisticamente e apresentados em valores absolutos e percentagens. Eventuais diferenças residuais resultam de arredondamentos.

15. Observações

A amostra foi ponderada de forma a assegurar a representatividade da população portuguesa nas variáveis consideradas.

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